ME RELACIONEI COM UM GOLPISTA: E Agora?

É difícil admitir, mas acontece com frequência: você se entrega a um relacionamento, confia, compartilha planos e, no fim, descobre que tudo não passou de um golpe. 

A dor é profunda. A frustração, devastadora. Mas além do sofrimento emocional, há também o prejuízo financeiro, e o impacto jurídico que um relacionamento abusivo pode causar. 

Se você viveu (ou está vivendo) algo parecido, saiba: você não está só. E, mais importante, você não está desamparado(a). 

Neste artigo, os advogados do escritório Matos & Medina explicam quais são os seus direitos e quais medidas legais podem (e devem) ser tomadas diante de um golpe afetivo com consequências patrimoniais. 

O que caracteriza o “golpe do amor”? 

Também conhecido como “estelionato afetivo” ou “estelionato sentimental”, juridicamente o que está em jogo é uma fraude emocional com o objetivo de causar dano patrimonial. Na maioria destes casos, o relacionamento escala para uma situação de abuso de confiança que pode causar severos prejuízos financeiros à vítima. 

Trata-se de conduta ilegal da parte que se valer da confiança, da intimidade e do vínculo afetivo para obter vantagens econômicas indevidas, como: 

  • empréstimos pessoais sem intenção de pagamento; 
  • transferências bancárias sucessivas; 
  • pedidos de bens, joias, carros ou imóveis; 
  • coautoria em dívidas ou negócios arriscados; 
  • assinatura de documentos sem real consentimento; 
  • divisão desproporcional de bens e direitos; 
  • enriquecimento ilícito; 
  • manipulação emocional para obtenção de recursos. 

Em outras palavras, o golpista nunca teve intenções sinceras, usou o romance como fachada para lesar a vítima financeiramente. 

O estelionato afetivo é crime? 

Sim, dependendo das provas, o comportamento pode configurar o crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. A pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa. 

Também o artigo 7º, IV da Lei n. 11.340/06 (Lei Maria da Penha) define como uma das formas de violência doméstica, a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. 

Mas, independente da esfera criminal, a vítima pode buscar indenização e reparação civil pelos danos morais e materiais sofridos. Também por meio de ação judicial, em certos casos é possível pleitear tutela de urgência de arresto e bloqueio dos bens subtraídos pelo golpista. 

E se na época eu concordava com os pagamentos ou transferências? 

Nem toda doação é incondicional. A sabedoria popular já dizia: “cuidado com dádivas que vêm com amarras”. E o Código Civil repudia e reprime a pessoa que recebeu valores mediante manipulação, mentira, fraude, chantagem ou abuso de confiança. 

Ou seja, a má-fé de uma das partes pode viciar o consentimento da outra, invalidando o combinado. Em alguns casos, além de devolver e reparar o prejuízo financeiro, a parte maliciosa pode até indenizar a outra pelo dano moral. 

Por isso é fundamental reunir as provas da fraude, da farsa, das falsas promessas, chantagens, da exploração da vulnerabilidade emocional, enfim, de qualquer elemento a comprovar que a vítima foi induzida a erro. 

Como reunir provas? 

A documentação, a orientação de um advogado especializado, e a estratégia jurídica são fundamentais para o sucesso da reparação judicial da vítima. Veja o que você pode reunir: 

  • mensagens, e-mails e conversas em redes sociais; 
  • extratos bancários e comprovantes de transferências; 
  • recibos de boletos pagos ou bens entregues; 
  • boletim de ocorrência; 
  • testemunhas. 

O que fazer agora? 

Se você foi vítima de uma relação abusiva, é natural sentir culpa, vergonha ou dúvida. Mas, tomar uma atitude e buscar orientação jurídica é o primeiro passo para: 

  • Recuperar seu patrimônio; 
  • Restabelecer sua autoestima e dignidade; 
  • Evitar que outras pessoas passem pelo mesmo. 

O escritório Matos & Medina atua com acolhimento e sigilo em casos como este, oferecendo suporte jurídico estratégico para vítimas que desejam reagir com segurança e respaldo legal. 

Você pode e deve agir, nestes e em outros casos: 

  • Se perdeu dinheiro ou bens em uma relação que abusou da sua confiança; 
  • Se foi manipulada a assinar documentos ou fazer pagamentos; 
  • Se houve promessas não cumpridas que envolvem negócios, imóveis, sociedades ou investimentos; 
  • Se houve ameaças, perseguição ou chantagens. 

Fale com nossos especialistas. Com unidades em São Paulo e Bauru, e atendendo em todo o Estado de São Paulo, o escritório Matos & Medina está ao seu lado para proteger seus direitos e buscar justiça.